A “cirurgia para dor crônica” não é uma única técnica, é um conjunto de procedimentos indicados quando a dor persiste por meses (geralmente > 3 meses) e não melhora com tratamento clínico bem conduzido (medicações, fisioterapia, reabilitação, mudanças de hábitos e outras abordagens).
Em muitos casos, o objetivo não é “operar a dor”, e sim tratar a causa (por exemplo, compressões nervosas ou alterações estruturais) ou modular os sinais de dor quando a causa já foi tratada e a dor permanece. Dentro desse segundo grupo, a neuromodulação é uma das abordagens mais conhecidas, como a Estimulação da Medula Espinhal (SCS), usada para dor crônica refratária, especialmente de perfil neuropático, com critérios de seleção bem definidos e necessidade de avaliação especializada.
Outra alternativa, para casos selecionados e refratários, é o sistema de infusão intratecal (“bomba de dor”), que administra medicação em doses muito menores diretamente no espaço intratecal, podendo reduzir efeitos sistêmicos, mas exige acompanhamento rigoroso e tem riscos específicos.
Como todo procedimento, há benefícios e limitações: podem ocorrer complicações como infecção, sangramento/hematoma, vazamento de líquor e problemas relacionados ao dispositivo (quando houver implante), por isso a decisão deve ser individualizada e baseada em diagnóstico preciso e expectativa realista de resultado.
Na Pronto Coluna, o caminho começa do jeito certo: avaliação especializada, investigação completa da origem da dor e definição da melhor estratégia — do tratamento conservador às opções intervencionistas/cirúrgicas quando realmente indicadas — sempre com segurança, clareza e foco em devolver qualidade de vida.